Publicado em 2018-09-27 14:09:53

Taxas de juros para “empréstimo pessoal” estão mais baixas

Novas possibilidades de linhas de crédito podem favorecer o consumidor a utilizar o saldo do FGTS

As taxas de juros para pessoa física têm apresentado uma trajetória de redução desde fevereiro. Em agosto a queda foi de 9,4%, se comparada ao mesmo mês de 2017. O resultado indica um aumento da oferta para concessão de crédito ao consumidor. É o que aponta o levantamento feito pelo Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio).

O estudo revela, ainda, que em agosto os juros dos empréstimos pessoais tomados pelos bancos apresentaram redução de 0,51% em relação ao mês anterior, registrando a quinta queda consecutiva este ano e a menor taxa desde julho de 2013.

Variação das Taxas de Juros de Empréstimo Pessoal – Bancos:

 

Délis Magalhães, economista do Sincomercio, explica que dentre as opções disponíveis, uma nova modalidade ainda é pouco conhecida pelo consumidor e promete o fornecimento de crédito com taxas menores que os consignados tradicionais. “Por estar vinculada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a nova categoria traz uma maior segurança aos bancos contra a inadimplência, colaborando para que a instituição ofereça taxas mais baixas para o cliente/trabalhador do setor privado”, explica a economista.

Outras vantagens em relação ao empréstimo privado tradicional são: o maior prazo para pagamento (em até 48 meses), e o limite máximo de cobrança de juros de 3,5% ao mês (a.m), que podem chegar a valores muito menores de acordo com o perfil do cliente. Lembrando, que a taxa vigente é menor do que o valor médio registrado em agosto de 3,93% a.m, pelas instituições financeiras.

 Apesar dos encargos cobrados ainda serem considerados altos, as quedas mensais têm representado uma grande contribuição para aqueles que necessitam desse tipo de serviço.  As linhas de crédito pessoal possuem custos muito menores do que o rotativo do cartão de crédito ou cheque especial, modalidades muito utilizadas pelos brasileiros. “Apesar disso é preciso cautela ao utilizá-las e limitá-las para casos de emergência, sendo fundamental pesquisar as taxas oferecidas pelas diferentes instituições para encontrar a que mais se enquadra ao seu perfil de renda”, afirma Délis.