Publicado em 2018-09-10 12:21:26

Microempresas lideram abertura de novos negócios em 2018

Os setores que possuem mais representatividade continuam sendo Comércio e Serviços

 Com um cenário ainda instável, o número de novas empresas no Brasil cresceu 10,1% no primeiro semestre desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado. As microempresas apresentaram um resultado ainda melhor, com um acréscimo de quase 15%. O levantamento é do Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio) com base nos dados do Boa Vista (SCPC).

 De acordo com Délis Magalhães, economista do Sincomercio, o motivo do resultado positivo é um reflexo das dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho, que fez com que boa parte da população optasse pela abertura de um negócio próprio para garantir a renda familiar.  

Evolução na Abertura de Novos Empreendimentos

Dados: Boa Vista SCPC. Elaboração: Sincomercio Araraquara.

 Apenas no primeiro semestre desse ano, 78% das empresas abertas estão enquadradas na categoria MEI (Micro Empreendedor Individual). “A maioria desses novos negócios acaba surgindo mais por necessidade do que por oportunidade, o que gera certas dificuldades no andamento do empreendimento devido à falta de planejamento. Por esse motivo, a mortalidade para esse tipo de empresa costuma ser muito alta”, explica a economista.  

Empreendimentos abertos em 2018 – Por Natureza Jurídica

Dados: Boa Vista SCPC. Elaboração: Sincomercio Araraquara.

Ao segmentar os dados por setor, grande parte dos empreendimentos do ano se concentrou em Comércio e Serviços, respondendo por 92,6% do total. “Essas atividades acabam sendo menos intensas em tecnologia, o que garante maior facilidade de entrada no mercado” revela Délis.

Empreendimentos Abertos em 2018 – Por Setor

 

Dados: Boa Vista SCPC. Elaboração: Sincomercio Araraquara.

 A economista ainda afirma que independentemente da atividade escolhida, é sempre importante efetuar um planejamento inicial e buscar orientação sobre as principais obrigações empresariais, como precificação, tributação, legislação, etc. “Dessa forma, consegue-se evitar a alta mortalidade desses empreendimentos e melhorar as condições de trabalho para manutenção do negócio”, diz.