Publicado em 2018-07-18 12:05:17

Juros do cartão de crédito caíram 7,6%

O número é referente ao mês de maio e foi comparado com os dados de abril; o resultado pode auxiliar na queda da inadimplência

     O cartão de crédito, como forma de pagamento utilizada pela maioria dos consumidores, registrou expressivas quedas nas taxas de juros . Um levantamento feito pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio), com base em dados do Banco Central, aponta uma redução de 7,6% em relação ao mês de abril, encerrando maio em 303,62% ao ano.

     Em relação a junho de 2017, o recuo chega a 20,1% e, se comparado com dados do mesmo mês de 2016, as quedas somam 36%.  “Esses resultados têm mantido a oferta de crédito a níveis mais controlados, uma boa notícia ao consumidor que acaba atrasando alguma parcela do cartão” ressalta Antonio Deliza Neto, presidente do Sincomercio. 

 Variação da Taxa de Juros do Cartão de Crédito – maio 2016 a maio 2018:

Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: Sincomercio

    Além da contribuição advinda das reduções da taxa básica de juros (SELIC), a mudança nas regras do rotativo do cartão divulgadas pelo Comitê Monetário Nacional (CMN) em 2017, foi fundamental para garantir os custos mais baixos.

  Outro fator positivo garante que, mesmo diante do atraso no pagamento de empréstimos, as instituições financeiras só poderão cobrar os juros acertados com o cliente no momento da contratação da operação, inibindo assim, a cobrança de taxas diferentes e mais altas. “Medidas como essas garantem uma maior circulação de crédito no mercado e auxiliam na queda da inadimplência, por meio da geração de uma cobrança de encargos mais justa para aqueles que acabam se endividando”, explica Deliza.   

  As medidas são benéficas principalmente aos consumidores endividados, uma vez que os encargos do rotativo do cartão podem ser cobrados apenas no primeiro mês de atraso. Caso o pagamento não seja efetuado no mês seguinte, os bancos devem obrigatoriamente oferecer o parcelamento da dívida com taxas menores. O objetivo é evitar que os custos com a rolagem da dívida tornem-se exorbitantes e impossibilitem a quitação.