Publicado em 2018-03-09 18:08:40

Gás de cozinha sobe quase 20% em um ano

A variação refere-se ao preço de janeiro de 2017 comparado com o mesmo mês de 2018

  O gás de cozinha é um produto chave para grande parte das famílias brasileiras, mas foi considerado um vilão devido à grande oscilação nos preços de revenda ao consumidor em 2017. Segundo levantamento feito pelo Núcleo de Economia do Sindicato do Comércio Varejista de Araraquara (Sincomercio) com base em dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), enquanto a cesta básica do município registou um recuou de 5% entre janeiro de 2017 e igual período de 2018, o gás de cozinha apresentou alta de 19,7%.

 Variação – Preço da cesta básica x Preço do Gás de Cozinha:

 Em relação ao ano de 2017, novembro foi o mês em que o preço do produto atingiu o maior patamar, com custo médio de R$ 70,29 por botijão. Se comparado ao valor coletado em janeiro deste ano, a redução é de 5,3%, indicando uma melhora. Os preços apresentados incluem a média praticada por 35 estabelecimentos na cidade. A economista comenta que essas alterações comprometem parte do orçamento das famílias, principalmente as de baixa renda, que ainda se queixam sobre a baixa percepção das diferenças inflacionárias aplicadas ao dia a dia.

As alterações são resultado de uma política de ajustes de custos das refinarias, com base nas cotações internacionais do produto que vem oscilando excessivamente desde o último ano. Como alternativa para evitar a disparada dos preços internos, a agência responsável pelo fornecimento no Brasil passou a reajustar a tarifa trimestralmente, a fim de evitar que os valores comprometam ainda mais a renda dos brasileiros.

Délis explica que o objetivo é suavizar os repasses da instabilidade dos valores ocorridos no mercado internacional para o mercado doméstico. Ainda assim, cabe ressaltar que o preço final do produto que chega até o consumidor tem embutido os custos das distribuidoras, tais como a margem de revenda, margem bruta de distribuição e tributos.

 Além disso, segundo a economista, as altas variações em produtos essenciais ao dia a dia das famílias, como é o caso do gás de cozinha, acabam distorcendo a visualização das quedas inflacionárias que ocorreram durante o ano de 2017.

Para o consumidor araraquarense, mesmo com a alta de quase 20%, o preço do gás se manteve na faixa de R$ 64 nos dois primeiros meses do ano, um valor abaixo da média estadual para o produto, cotada em R$66,02.